Freguesia de Cabaços e Fojo Lobal

História

Freguesia de Cabaços

Cabaços, situada entre o monte da Nó e o de S. Veríssimo, dista cerca de treze quilómetros da sede do concelho. É composta pelos seguintes lugares principais: Barrosas, Calmario, Carvalhal, Chão, Codessido, Correndelos, Fervenças, Gaioso, Lamas, Mouro, Outeiro, Pedreira, Penelas, Pomarada, Pomarelho, Rua Nova, Soutelo, Tresmonde e Vilela.

O seu primitivo povoamento ascende certamente a épocas pré-romanas, dada a sua localização próxima do monte da Nó (Nahor) e da cividade-castelo medieval de Penela.

A antiga freguesia de S. Miguel de Cabaços era reitoria da apresentação do cabido da Sé de Braga (confirmada pelo papa Pascoal II, em 1115. Foram feitas sucessivas doações pelos herdeiros desta igreja, como a de Sancha Bermudes (1124) e outras em 1158, 1178 e 1188. As Inquirições de 1220 referem-na no território de Penela. As de 1258 mencionam-na como "collatione Sancti Michaelis de Cabaazos", acrescentando que "el-rey non é padrom (...) e é couto por padroes et non fazem nem um foro a el-rey" - isto certamente por constituir concelho de per si, de origem senhorial. Ainda no século XVIII a paróquia era reitoria do cabido de Braga, sendo o seu pároco apresentado pelo de Fojo Lobal, a que estava anexa.

Foi igualmente da comarca de Braga.

Teve juiz ordinário e dos órfãos, escrivão, almotacé (ou almotacel - antigo inspector camarário de pesos e medidas que fixava os preços dos géneros), vereador e meirinho, todos sujeitos à jurisdição da mitra primaz de Braga.

Reza a tradição que a pouco mais de um quilómetro do centro da povoação existiu um convento de monges beneditinos, que foi totalmente arrasado pelos mouros em 718. Ficava situado no lugar chamado Bouça Longa e os frades eram conhecidos pela denominação de frades longos.

Nesta freguesia nasceu José da Costa Pimenta Jarro. Emigrado no Brasil, logrou amealhar alguns minguados recursos, como oficial de ourives e - conforme descreve o "Almanaque de Ponte de Lima" de 1910 - "levado pela sua grande caridade e animado pelos seu espírito bondoso, quis fazer participar os desgraçados do pequeno pecúlio que entesourara": fundou em Viana, em 15 de Janeiro de 1780, a grandiosa Congregação e Hospital de Velhos e Entrevados de Nossa Senhora da Caridade.

Acabou "vestindo o hábito de estamenha e passando a fazer vida de penitente no áspero deserto da Arrábida".

A igreja paroquial de Cabaços foi construída entre os anos de 1720 e 1725, substituindo a primitiva matriz, que lhe ficava a duzentos metros. A Capela de S. Geraldo remonta ao século XVIII e o pelourinho do lugar de Brumeiral é também secular.

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.



Freguesia de Fojo Lobal

A respeito da história da freguesia, pode-se ler no Inventário Colectivo dos registos Paroquiais:

«A primeira referência conhecida a esta igreja remonta a 12 de Setembro de 1169, data em que Nuno Sernandes doou à Sé de Braga parte das igrejas da Facha, Cabaços, Fojo Lobal e São Mamede de Sandiães, do concelho de Ponte de Lima (Liber Fidei, does. 506, 783 e 837).

Nas Inquirições Afonsinas, de 1220 e 1258, São Salvador de Fojo Lobal aparece enquadrada no julgado de Penela.

No ano de 1290, nas Inquirições do rei D. Dinis, é citada como freguesia pertencente à terra de Penela.

No catálogo das igrejas, organizado em 1320, Fojo Lobal, ao tempo incluída na Terra de Aguiar de Neiva, foi taxada em 50 libras.

No registo da cobrança das “colheitas” dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga, na parte respeitante às igrejas da terra de Aguiar de Neiva, feito entre 1489 e 1493, D. Jorge da Costa calcula o rendimento desta igreja em 238 réis e 7 pretos.

Em 1528, o Livro dos Benefícios e Comendas, de que existe unia cópia do século XVIII na Biblioteca Nacional de Lisboa, refere que Fojo Lobal se encontrava anexa a Cabaços. Américo Costa descreve-a como vigairaria anexa à reitoria de Cabaços, da apresentação do reitor.

Segundo o Padre António Carvalho da Costa, o direito de apresentação pertencia à Mitra.

Em termos administrativos, Fojo Lobal pertenceu, em 1839, à comarca de Braga e, em 1852, à de Ponte de Lima.»

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.



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